quinta-feira, 1 de junho de 2017

"A Justiça começa com ela..."


** Mulher Maravilha (2017) tem direção de Patty Jenkins, que também escreveu o roteiro, junto com Allan Heinberg e Geoff Johns.

Eu disse que ia começar este blog com um filme francês, mas fui à estreia de Mulher Maravilha e não poderia deixar de registrar minhas impressões. Aliás, talvez inaugurar o blog com este filme seja até mais... providencial, na falta de uma palavra melhor. E sim, este post vai estar carregado de emoção e parcialidades porque eu sou fã de Diana Prince.

Ademais, eu não poderia agora elaborar agora uma análise fílmica propriamente dita, do jeito que eu gostaria de fazer porque para que eu a fizesse da forma como entendo ser satisfatória, dando conta dos aspectos que considero relevantes como figurino, cenários, montagem, formação de planos e sequencias, banda sonora (e etc) eu precisaria assistir ao filme novamente (de preferência mais duas ou três vezes, pelo menos, com possibilidades de pausar, retroceder e avançar). Não que isso venha a ser um problema, pois este é um filme para se assistir de novo e de novo, mas eu gosto de elaborar uma análise com cuidado. O que vem agora são muito mais impressões de uma fã da heroína que, como muitos e muitos, aguardava esta estréia com ansiedade e ao mesmo tempo com muito receio de ver a tão querida personagem reinventada de modo truncado...

Mas não. Mulher Maravilha não decepciona. Na verdade, tira o seu fôlego com um verdadeiro desfile de elegância, delicadeza, força e determinação. Nos colocamos diante de uma protagonista que te encanta instantaneamente e tira o teu fôlego pelas duas horas e meia de uma narrativa que soube equilibrar elementos mitológicos próprios do universo de Diana com cenas de ação, humor e romance.

Falar de Temiscira poderia render um post à parte. Não sou leitora de quadrinhos, vale a ressalva. O carinho pela Mulher Maravilha eu cultivo dos desenhos animados da Liga da Justiça, incluindo alguns longas que mostravam a terra onde Diana nasceu. E a Temiscira deste filme não decepcionou minhas lembranças... Nem minha imaginação. É uma invenção da natureza na sua forma mais bela e perfeita; parecia até um pedaço do Mundo das Ideias que Platão descrevia.



Admito que esperava uma Diana mais atlética, musculosa mesmo, afinal, trata-se de uma guerreira, que também é uma deusa. Mas o carisma de Gal Gadot quase me fez esquecer essa resistência minha (essa e a de que ela não tem os olhos azuis que a minha Mulher Maravilha dos desenhos tem). São apenas detalhes perto da excelência que se manifesta no desempenho de Gadot. Arrisco dizer que ela será marcada como Mulher Maravilha de forma semelhante a Chistopher Reeves, que ainda hoje permanece como nosso mais querido e lembrado Superman.
Na verdade, quero um post só para o Superman desta nova geração... Ele não me decepciona, de forma alguma. Eu chego a causar espanto em algumas pessoas quando afirmo que gostei de Man of Steel. Mas as expectativas eram altas demais e já tínhamos nosso Reeves, não é...?


Mas voltando para a Mulher Maravilha de Gal Gadot, foi gratificante ter expectativas superadas e não sentir o passar daquelas mágicas duas horas e meia. Depois de lidar com tantas críticas, problemas de roteiro, de montagem e outros tantos desde Man of Steel, temos um filme DC simplesmente digno do universo DC. E sabe, acho muito inspirador (e não por acaso) que tenha acontecido com o filme dela, que é não apenas uma mulher, mas a mulher, a heroína mais famosa do universo dos quadrinhos. Valeu, Diana!



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